quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Os 07 piores finais de novelas

Temos novelas que prometeram, mas entregaram finais extremamente fracos. Quando o caldo desanda, o que era para ser um ótimo final acaba entrando para a história como um daqueles episódios que nem deveriam ter ido ao ar!

07- "Fina Estampa" (2012)
Tratando-se de TV, quando mais alta for a subida, maior poderá ser a queda. Assim foi o caso de "Fina Estampa", novela de Aguinaldo Silva que atraiu bastante atenção durante sua exibição, mas que acabou decepcionando no último capítulo. Personagens esquecidos e a estranha volta de Tereza Cristina (Christiane Torloni) para assombrar Griselda (Lilia Cabral) foram apenas alguns dos pontos difíceis de entender. 

Clichês e redundâncias também deixaram o final da novela com cara de trama mexicana de baixo orçamento. Mas ainda assim aprendemos uma lição: se a novela for muito popular, um fim ruim chamará muito mais atenção do que se a novela tivesse sido medíocre desde do início.


06- "Paraíso Tropical" (2007)
O suspense ajuda a esquentar muito uma trama. E quando a novela tem em um suspense do tipo "quem matou Odete Roitman", a audiência pode ser ainda maior. O único problema neste tipo de folhetim é quando o assassino é o personagem mais óbvio. 

Assim foi o caso de "Paraíso Tropical", novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, em que a revelação do assassinato da gêmea má, Thais (Alessandra Negrini), deixou a desejar. 

O problema aqui foi a falta de surpresa para o telespectador, pois Olavo (Wagner Moura) já era o vilão da novela. Outro ponto interessante é que a cena final de Olavo relembra muito a morte de Laura no final de Celebridade (2004).



05- "Zazá" (1998)
Algumas novelas têm tudo para ser uma boa comédia, mas não chamam muita atenção e até vão parar no esquecimento. Assim aconteceu com a novela "Zazá", escrita por Lauro César Muniz, então na Globo, hoje autor da novela "Máscaras" da Record, que contava a história de uma herdeira fictícia de Santos Dumont , Zazá (Fernanda Montenegro) e seus 7 filhos. 

Trata-se de um clássico exemplo de final aguado e prolongado. Uma busca rápida na internet vai revelar que muitos internautas reclamam até hoje da suposta adição de 50 capítulos à trama. Para eles, esse acréscimo de água na trama prejudicou-a e fez com que a personagem Zazá ficasse até desmemoriada.


04- "O Clone" (2001)
Considerado um sucesso da teledramaturgia brasileira, a novela "O Clone" também deixou a desejar no último capítulo. Não por algum erro técnico crasso ou algum problema de continuidade, mas sim pelas explicações um pouco incompletas e o uso extremo de clichês. 

Uma destas explicações foi o desaparecimento do clone "Leo" (Murilo Benício) e do DR. Albieri (Juca de Oliveira) no deserto. O ponto aqui é que embora a novela também pudesse ser eternamente lembrada pelo seu final, vai ficar na memória pelo seu enredo.


03- Caminho das Indias (2009)
É verdade que um dos problemas de "Caminho das Índias" era a sua extrema semelhança a outra trama de Gloria Perez, "O Clone". Vários elementos da primeira trama pareciam se repetir na segunda, como o fato da novela se passar em um país estrangeiro, ou da protagonista Maya (Juliana Paes) estar dividida entre dois homens em países diferentes e assim por diante. 

É bem verdade que, ao contrário de vários outros autores, nas novelas da Gloria Perez a maioria dos personagens recebe um final, ninguém fica esquecido. Mas, algo que certamente desagradou muitos fãs foi a cena em que Maya encontra Raj (Rodrigo Lombardi) às margens do Rio Ganges. 

Lá, sete meses de drama acabam em sete segundos e vimos até a Maya se transformar de uma mulher sem marido, maquiagem e jóias em uma madame indiana mais adornada do que uma árvore de natal. É verdade que a maior parte do orçamento das novelas é gasto no início, mas os canais podem começar a caprichar um pouco mais nos últimos episódios.


02- "A Favorita" (2009)
O final de "A Favorita" é considerado por alguns como ruim e por outros como ótimo. Esta disparidade em opiniões só acontece porque a novela teve dois finais, um quando descobre-se que Flora (Patrícia Pilar) é a vilã e não Donatela (Claudia Raia). 

A revelação da vilã concedeu recorde de audiência à Globo, assim como a reviravolta em "Avenida Brasil", do mesmo autor (João Emanuel Carneiro). Como o público está acostumado a ter as revelações no final da trama, entregá-las antes aumenta a demanda por um final espetacular e que muitos autores não entregam.


01- "Vidas em Jogo" (2012)
Se na novela "Paraíso Tropical", da Globo, o problema foi o assassino ser muito óbvio, em "Vidas em Jogo", da Record, a situação foi a inexistência do assassino. O palhaço foi uma farsa. Depois de 243 capítulos, o telespectador descobriu que o tal Palhaço assassino não passava de um plano dos participantes do bolão para evitar a própria morte. 

Outro ponto relevante para a criação de um final muito questionado foi o fato de ninguém ligar que uma pessoa querida havia fingido a própria morte. Além disso, fingir a própria morte é crime!